segunda, 28 agosto 2017 15:53

Uma visão antecipada da “maior reunião de Pneumologia na Europa”

Está no calendário dos pneumologistas de todos os cantos do Mundo. Apesar de ser europeu, o Congresso da European Respiratory Society já alcançou o palco internacional. Em contagem decrescente para o arranque do ERS International Congress, que decorre de 9 a 13 de setembro, em Milão, o Dr. António Carvalheira Santos partilha com o My Pneumologia as suas expectativas e os principais temas que espera ver discutidos. Para o secretário da Fundação Portuguesa do Pulmão,” é o espaço por excelência onde as últimas novidades e consensos vão ser divulgados”.

My Pneumologia (MP) | A duas semanas deste que é o principal Congresso europeu na área das doenças respiratórias, quais são as suas expectativas?
Dr. António Carvalheira Santos (ACS) | As minhas expectativas são bastantes elevadas. Esta é, de facto, a maior reunião de Pneumologia na Europa. Todos os anos este Congresso tem mostrado a sua pujança e o seu vigor de uma forma progressiva. A Pneumologia, que outrora era uma especialidade muito pouco reconhecida pela população, está cada vez mais a ser procurada para a avaliação, tratamento e seguimento adequado dos doentes com patologia respiratória.
E, naturalmente, o ERS International Congress é o espaço por excelência onde as últimas novidades e consensos vão ser divulgados. É sempre um momento de grande debate e atualização da Ciência Pneumológica.

MP | O mote desta edição do Congresso da ERS prende-se com o futuro da Pneumologia e Medicina em geral. Quais são os principais aspetos que, na sua perspetiva, irão fazer alterar este futuro?
ACS | São claramente os principais temas da atualidade da Medicina. Há um ponto muito importante e de viragem: o empowerment. Em português “empoderamento”. Trata-se da capacitação do doente saber gerir a sua própria doença. O ensino da doença aos doentes, principalmente ao doente pneumológico, e dos cuidados a ter no decorrer da mesma, é fundamental para poder saber ajustar as suas necessidades terapêuticas e de cuidados de saúde com a sua situação clínica, de maneira a estas serem ajustadas a cada momento, não havendo atraso na avaliação necessária, nem, por outro lado, recurso aos cuidados médicos sem necessidade. E este ponto é da maior relevância.
Destaco ainda a questão da reabilitação respiratória. Hoje em dia sabe-se que, nas doenças respiratórias crónicas - nomeadamente a DPOC, a fibrose pulmonar, as bronquiectasias e também o cancro do pulmão - a reabilitação respiratória deve fazer parte integrante do tratamento destes doentes com consequente diminuição dos custos associados com a Saúde, bem como uma melhor qualidade de vida, em qualquer fase destas patologias.

MP | Que novidades científicas espera encontrar no ERS Congress e que terão especial impacto na sua prática clínica?
ACS | Portugal está a par dos novos consensos no que diz respeito ao tratamento das principais doenças pulmonares. Não me parece que aí tenhamos grandes ganhos. Contudo, de qualquer forma, o debate gerado, fortifica sempre a nossa sensação de que estamos no bom caminho, no caminho do seguimento adequado dos doentes respiratórios.

MP | A presença portuguesa neste Congresso tem sido crescente, elevando a reputação da Pneumologia nacional. Considera que estamos ao nível da prática internacional?
ACS | Estamos sem dúvida ao nível da prática internacional. Para além disso, temos o privilégio de o Secretário Geral da ERS ser português, o Prof. Doutor Carlos Robalo Cordeiro, o que veio dar uma nova visibilidade à Pneumologia portuguesa e ao reconhecimento que vamos tendo no palco internacional. Este reconhecimento deve ser uma fonte de orgulho para nós. A chair da European Lung Foundation, mais destinada à sociedade civil, é também uma portuguesa, a Dr.ª Isabel Saraiva. Hoje estamos muito bem representados ao nível das lideranças das sociedades europeias relacionadas com a Pneumologia.

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