quarta, 19 abril 2017 16:07

Projeto-Piloto das Espirometrias nos Cuidados de Saúde Primários no Alentejo

O “Projeto-Piloto das Espirometrias nos Cuidados de Saúde Primários”, da responsabilidade da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, em curso nos centros e extensões de Saúde do distrito de Évora e feito a partir de uma unidade móvel, tem como objetivo o diagnóstico precoce e a monitorização da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) e da asma.

O projeto decorre desde outubro, nos 14 concelhos do distrito de Évora, integrados no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Alentejo Central, e pretende dar resposta às requisições dos médicos de família para a realização das espirometrias que permitam um diagnóstico atempado destas doenças.

Até final de janeiro foram efetuadas 221 espirometrias, das quais 148 não tinham alterações do padrão ventilatório, 70 tinham essas alterações e as restantes três deram exames inconclusivos.

Segundo a Prof.ª Doutora Laurência Gemito, diretora executiva do ACES Alentejo Central, em declarações à Lusa, “este rastreio, no caso do ACES, era feito no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE)”, mas esta unidade “não tinha capacidade para dar resposta ao número de requisições dos médicos de família”. Como já havia “à volta de 300 pedidos atrasados” e “atendendo à importância destas doenças crónicas na mortalidade e morbilidade da população”, o ACES avançou com o projeto-piloto, para “ir ao encontro dos utentes”, e equipou a unidade móvel que já possuía e contratou uma técnica cardiopneumologista, acrescenta a especialista.

“A unidade móvel vai a todos os centros e extensões de Saúde. Assim, os exames são realizados mais rapidamente e os utentes não têm de se deslocar”, o que, numa região como o Alentejo, “com uma área muito extensa e uma população envelhecida, muito dispersa e com poucos recursos económicos”, faz “toda a diferença”, frisa a Prof.ª Doutora Laurência Gemito.

A diretora executiva do ACES refere ainda que “o médico de família recebe o resultado da espirometria e, então, decide se envia o utente para uma consulta de especialidade ou qual a terapêutica mais indicada”. A Prof.ª Doutora Laurência Gemito indica que o ACES está “satisfeito pelos resultados do projeto” e já está “a adquirir mais equipamentos” para o alargar.

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