quinta, 10 maio 2018 15:47

Movimento CAPA une esforços em prol de Cuidados Adequados à Pessoa com Asma

No passado mês de abril, foi lançado o movimento CAPA (Cuidados Adequados à Pessoa com Asma), componente portuguesa do projeto internacional Asthma Right Care, iniciado em quatro países membros do International Primary Care Respiratory Group (IPCRG), nos quais se inclui Portugal, através do Grupo de Trabalho de Problemas Respiratórios (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Trata-se de um movimento social que tem como objetivo principal consciencializar todos os profissionais, doentes e associações para a melhoria dos cuidados de saúde na asma e, consequentemente para um melhor controlo da doença.

O movimento CAPA pretende criar oportunidades e capacidade para o diálogo entre os diferentes profissionais de saúde, e entre estes com os seus doentes, sobre o que são os cuidados adequados para a pessoa com asma, os obstáculos à sua obtenção e as atitudes e comportamentos que podem ajudar as pessoas com asma a melhorar a sua qualidade de vida.

Após a criação de um grupo de trabalho em cada país (Portugal, Espanha, Reino Unido e Canadá), foram endereçados aos parceiros portugueses que possam assumir esta mensagem de mudança e apoiar esta causa. Neste sentido, realizou-se no dia 14 de abril, em Coimbra, uma reunião com os parceiros para o lançamento do movimento social CAPA. Estiveram presentes profissionais que estão envolvidos nas diversas áreas de prestação de cuidados de saúde aos doentes com asma, desde médicos de família e pneumologistas, enfermeiros dos cuidados de saúde primários e secundários, farmacêuticos, técnicos de Cardiopneumologia e representantes de várias sociedades científicas e associações, estando representadas a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, o Programa Nacional de Doenças Respiratórias, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, a Fundação Portuguesa do Pulmão, a Associação Nacional de Farmácias, a Associação de Farmácias de Portugal e o Grupo de Farmácias Holon.

Outras organizações, que não puderam estar presentes na reunião, aceitaram associar-se ao projeto: a USF-AN, a Associação Portuguesa de Asmáticos, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, a Sociedade Portuguesa de Pediatria e a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Dispostos a este compromisso, foram criados três grupos de trabalho que debateram o tipo de ações que urge desenvolver nos cuidados de saúde primários, nos cuidados secundários e nas farmácias de comunidade. Dentro de cada grupo houve a oportunidade de reflexão sobre a necessidade de consciencialização e sobre os cuidados que devem ser prestados e de que forma devem ser prestados. Foi possível explorar ferramentas que podem ser utilizadas como recursos para essa ação e, a partir destas, promover uma capacitação para o diálogo com o doente sobre a sua doença crónica e o modo como esta é tratada.

Desta reunião resultaram diversas propostas de medidas a desenvolver, existindo uma vontade em adequar os cuidados em contexto de urgência, ajustar o modo de articulação entre os diversos profissionais de saúde nos diferentes níveis de cuidados, capacitar os profissionais para este diálogo com o doente através de ações de formação diversas e projetar esta mensagem de melhoria nos cuidados para a opinião pública, utilizando os meios sociais de comunicação, bem como em eventos sociais de promoção e divulgação.

Os diferentes grupos de trabalho irão agora desenvolver as atividades decorrentes dos compromissos assumidos nesta reunião. Prevê-se a apresentação das propostas de ações a desenvolver dentro de cada área no Simpósio que decorrerá durante a Conferência Mundial do IPCRG no dia 31 de maio, no Porto. O arranque das ações da campanha irá desenvolver-se a partir de junho.

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