quinta, 07 junho 2018 16:58

Estudo COLUMBA: mepolizumab demonstra benefício duradouro em doentes com asma eosinofílica grave

A GlaxoSmithKline (GSK) apresentou no Congresso da American Thoracic Society 2018, que decorreu no final de maio na Califórnia, os resultados do estudo mais longo de um tratamento biológico anti-IL5 para a asma grave eosinofílica. A investigação demonstrou reduções consistentes das exacerbações e melhorias no controlo da patologia, associadas a um perfil de segurança similar ao dos estudos anteriores, em doentes com asma grave eosinofílica tratados com mepolizumab.  Um terço dos doentes, ou seja, um em cada três dos que participaram no estudo, tratados com mepolizumab não registaram exacerbações, embora a média de exacerbações à entrada no estudo tenha sido de 1.74 exacerbações por ano.

O estudo COLUMBA, aberto e de longo prazo, teve como objetivo avaliar a segurança e eficácia de mepolizumab em doentes com asma grave eosinofílica. A investigação reporta dados de segurança de doentes que estiveram em tratamento com mepolizumab durante 3,5 anos (em média) e até um máximo de 4,5 anos. Os resultados demonstraram 61% redução da taxa de exacerbação (de 1.74 /ano à entrada do estudo, para 0.68 /ano durante o período de tratamento; (Intervalo de Confiança a 95% (IC a 95%) 0.60, 0.70); taxas de exacerbações anuais consistentes, ao longo do estudo (primeiro ano, 0.71, segundo ano, 0.82, terceiro ano, 0.71); melhoria no controlo da asma (melhoria (ACQ5) em -0.47) desde a primeira avaliação (semana 12), a qual foi mantida por 4 anos (até à semana 228); 78% de redução dos eosinófilos (glóbulos brancos que causam inflamação em certos doentes com asma eosinofílica grave) periféricos, à 4º semana, sustentada e até ao final do estudo; perfil de segurança e imunogenicidade observados no tratamento com mepolizumab, no estudo COLUMBA, similar ao demonstrado em estudos anteriores; melhorias iniciais da função pulmonar (FEV1 pré-broncodilatador médio): diminuição gradual ao longo do estudo, refletindo o declínio geral da função pulmonar esperado para esta população de doentes.

“Estes novos dados dão-nos a evidência de que mepolizumab, um tratamento biológico direcionado, proporciona um benefício duradouro nos doentes com asma eosinofílica grave. Estes resultados demonstram a redução sustentada das exacerbações e o controlo da asma quando mepolizumab é administrado por longos períodos de tempo, sem novos dados ao nível da segurança”, afirma o Dr. Dave Allen Head, I&D na Terapêutica da Área Respiratória da GSK.

A Prof.ª Doutora Sumita Khatri, professora associada de Medicina na Cleveland Clinic, em Ohio, e investigadora principal no estudo COLUMBA, defende que os “doentes com asma eosinofílica grave, para os quais o controlo não era possível com uma terapêutica inaladora oral, procuraram sempre outras opções para melhorar o controlo da sua doença. Sabemos que esse controlo pode ser atingido recorrendo à terapêutica biológica com mepolizumab e estamos entusiasmados para ver a eficácia a longo prazo da terapêutica anti-IL5, mepolizumab, equilibrada com o perfil de segurança a longo prazo”.   

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