sexta, 02 novembro 2018 11:39

DreamMapper: Philips lança aplicação e-health capaz de ajudar doentes com apneia obstrutiva do sono no controlo da patologia

DreamMapper é a nova aplicação móvel lançada pela Philips, indicada para doentes com síndrome de apneia obstrutiva do sono. Num momento de demonstração dos benefícios da saúde digital através de novas ferramentas de Telemedicina, a empresa completa o círculo de cuidado do paciente com uma solução de e-health que permite acompanhar os resultados da sua terapêutica, motivando o utilizador a aderir ao tratamento. O projeto foi apresentado durante o Simpósio “Insónia: a perspetiva da Medicina do Sono”, da Associação Portuguesa do Sono, no último dia 20 de outubro, em Coimbra.

De acordo com o estudo multicêntrico realizado na plataforma de Telemedicina EncoreAnywhere da Philips nos Estados Unidos da América, 78% dos pacientes que utilizam a solução DreamMapper cumpriram a terapêutica de forma exemplar, enquanto entre os que seguem um tratamento standard, apenas 56% o conseguiram cumprir. A aplicação DreamMapper melhora a adesão ao tratamento em 22%.

 

Benefícios da Telemedicina

Por princípio, os pneumologistas portugueses defendem que as técnicas de Telemedicina e as ferramentas de e-health melhoram a assistência aos pacientes que sofrem de apneia do sono, uma vez que poupam consultas desnecessárias.

O facto de os dispositivos Continuous Positive Airway Pressure (CPAP) estarem atualmente conectados e permitirem descarregar as variáveis mais importantes, como o número de horas de utilização, abre o caminho para a implementação de plataformas digitais, através das quais os médicos fazem uma gestão virtual do tratamento de doenças, por exemplo, da apneia do sono.

Foi neste sentido que nasceu a DreamMapper, que se conecta aos dispositivos CPAC da Philips e com a plataforma de Telemedicina EncoreAnywhere, fechando o círculo de cuidado com o paciente.

“Tendo em conta a necessidade de se avaliar os efeitos desta nova ferramenta no nível da adesão dos doentes com síndrome de apneia obstrutiva do sono, a Unidade de Sono e Ventilação não Invasiva do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e o Centro de Medicina do Sono do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra estão a desenvolver um estudo piloto, com o objetivo de comparar a adesão dos doentes que iniciaram terapêutica com autoCPAP DreamStation® e que têm recurso à aplicação móvel DreamMapper® vs um grupo controlo de doentes que não tem acesso a esta aplicação móvel”, afirma a Prof.ª Doutora Paula Pinto, coordenadora da Unidade de Sono e Ventilação não Invasiva do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e docente da Faculdade de Medicina de Lisboa.

“Pretende-se que, através da utilização da app, os doentes realizem uma auto-análise diária do seu Índice de apneia/hipoapneia (IAH), avaliação de fuga e percentagem de utilização do equipamento. Após três meses, os doentes serão avaliados clinicamente e será analisado o relatório do CPAP com os dados objetivos de adesão e eficácia,” acrescenta.

 

Motivar e capacitar o doente

De acordo com vários estudos científicos, a motivação é a principal razão pela qual os pacientes com apneia do sono têm baixa adesão, chegando mesmo a abandonar o tratamento. Desta forma, DreamMapper foi desenhado com base na teoria social cognitiva que sustenta que o grau de motivação está positivamente relacionado com o sentimento de autoeficácia. A ferramenta lança dicas motivadoras para que o paciente melhore a adesão ao tratamento, lembretes quando não está a cumprir com as horas prescritas, feedback sobre como está a funcionar a terapia, dando a possibilidade de partilhar dados com o médico.

A aplicação móvel, disponível para IOS e Android, está a ser utilizada com êxito em mais de 15 países da Europa, América e Ásia. DreamMapper conta com mais de 650 mil utilizadores registados e uma classificação acima das quatro estrelas.

 

Apneia do sono

Cerca de 10% dos adultos em todo o mundo sofrem de apneia do sono, 90% dos quais não estão diagnosticados. Em Portugal, a síndrome afeta cerca de 500 mil pessoas, com aproximadamente 80% delas sem diagnóstico.

“A hipersonolência diurna, frequentemente presente nestes doentes, assume particular importância pela sua associação a acidentes de viação, apresentando os doentes com apneia grave um risco relativo da sua incidência de seis vezes superior ao da população em geral. Além do maior risco de acidentes de viação, tem sido também recentemente associada a complicações cardiovasculares, nomeadamente a hipertensão arterial sistémica, enfarte agudo do miocárdio e outras formas de doença coronária, disritmias cardíacas, diabetes mellitus e mesmo morte súbita”, conclui a Prof.ª Doutora Paula Pinto, sendo a sonolência ao volante considerada a causa de entre 20% e 25% dos acidentes de trânsito nas estradas europeias.

 

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