sexta, 16 novembro 2018 11:08

Pneumonia responsável por mais de 160 mortes por semana em Portugal, alerta o MOVA

No último dia 12 de novembro, segunda-feira, assinalou-se o Dia Mundial da Pneumonia. Segundo um estudo recente, o simples ato de vacinação pode reduzir o risco de hospitalização por pneumonia em 73%. Para o Movimento Doentes pela Vacinação (MOVA) estes dados são “excelentes, num país onde em média, por semana, morrem 161 pessoas, vítimas da doença, e se gastam mais de 1,5 milhões de euros, só em tratamentos e internamentos”.

 

Os casos de pneumonia ocorrem ao longo de todo o ano. Contudo, é nesta época do ano que se regista o maior número de ocorrências. De acordo com o MOVA, a vacinação antipneumocócica é segura e a forma mais eficaz de se proteger e prevenir a pneumonia.

Apesar de ser transversal a toda a sociedade, há quem esteja mais vulnerável à pneumonia. É o caso das crianças e dos adultos que apresentam doenças crónicas, como diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), doença respiratória crónica, doença cardíaca, doença hepática crónica, portadores de VIH e doentes renais.

Por fazerem parte dos grupos de risco, estes doentes têm indicação da Direção-Geral da Saúde para se vacinarem. Indivíduos a partir dos 65 anos, cujo sistema imunitário começa a ficar, naturalmente, mais fragilizado e suscetível a doenças infeciosas, também têm indicação médica para o fazer.

Todavia, as taxas de vacinação antipneumocócica são muito baixas, já que nove em cada 10 adultos com mais de 50 anos revelou recentemente não estar vacinado contra a pneumonia. Isto apesar de existir, desde 2015, uma Norma da Direção Geral da Saúde (011/2015) que recomenda a vacinação de grupos de adultos com risco acrescido de contrair doença invasiva pneumocócica.

 

Vacinação trava internamentos

A efetividade da vacinação contra a pneumonia bacteriana pelo pneumococo ficou provada num estudo recente, onde se registou uma redução de 73% dos internamentos de adultos com mais de 65 anos, imunizados com a vacina antipneumocócica.

“A vacinação deve ser uma preocupação ao longo da vida, em particular depois dos 65 anos, e em casos de maior fragilidade, como acontece com os doentes crónicos. Estudos como este reforçam o nosso apelo” explica a fundadora do MOVA, Dr.ª Isabel Saraiva. “A redução das taxas de internamento diminuirá, naturalmente, o número de mortes associadas à pneumonia”, acrescenta.

Também os custos ligados ao internamento – cerca de 218 mil euros diários – tenderão a diminuir significativamente, de acordo com o MOVA.

 

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