sexta, 12 janeiro 2018 11:37

Instituto Ricardo Jorge prevê pico da gripe nos próximos dias com um surto “não muito complicado”

O presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge revelou que as estimativas apontam que se atinja o pico da gripe nos próximos dias e que o surto não seja muito complicado este ano. Sobre a vacina, em entrevista à Lusa, o Dr. Fernando Almeida mostrou-se confiante no efeito da vacinação contra a doença, apesar de o vírus que circula atualmente não constar da mesma.

O Instituto vai divulgar, em breve, um novo boletim de vigilância epidemiológica sobre a gripe, sendo que o último indicou uma “atividade gripal epidémica de baixa intensidade”, com “tendência crescente”. À agência Lusa, Dr. Fernando Almeida referiu que os dados reunidos no laboratório apontam para que este “não seja um período muito complicado, em termos de epidemia”. De acordo com o dirigente, “neste momento estamos no que consideramos o pleno período de surto”, a epidemia demora entre oito a nove semanas e, atualmente, “estamos a caminhar para o pico” da gripe.

Relativamente à chegada do período de maior intensidade, o especialista explica que “só sabemos que atingimos o pico da gripe quando esse gráfico parar de crescer e, a partir daí, existir uma estabilização e depois uma descida”. O Dr. Fernando Almeida acrescenta que, num total de oito a nove semanas de epidemia, “estamos a caminho da quinta semana de plena gripe” e “tudo aponta para que o pico seja atingido dentro de uma, duas semanas”, adiantou.

Apesar de o vírus que circula atualmente não constar da vacina, o presidente do Instituto Ricardo Jorge mostra-se confiante no efeito da vacinação contra a doença, uma vez que “o vírus B é um dos suscetíveis a imunização cruzada, o que quer dizer que quando a pessoa recebe a vacina recebe a estirpe que, mesmo não sendo igual, tem pedacinhos de ADN que são iguais e fica também imunizada”.

 

Quase 5.000 consultas nos cuidados primários em Lisboa

 

Recorde-se que, desde a semana passada, a Direção-Geral de Saúde admitiu que se aproximam “dias críticos” devido ao vírus da gripe e, neste sentido, anunciou o alargamento dos horários dos centros de saúde, de modo a “descongestionar” as urgências hospitalares.

No último fim de semana, dias 6 e 7 de janeiro, foram realizadas 4.877 consultas nas unidades de cuidados de saúde primários de Lisboa e Vale do Tejo. De acordo com a informação divulgada no site do Sistema Nacional de Saúde (SNS), os agrupamentos de centros de saúde (ACES) com maior procura foram os da Arrábida, com um total de 621 atendimentos, Oeste Sul, com 563 atendimentos, e Loures/Odivelas, com 449 atendimentos.

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